Conforme Faissal (2005) a partir dos anos 80 e 90 estávamos iniciando o processo de transição da era industrial para a da informação, com isso, a principal preocupação era com as máquinas e sua produtividade. As máquinas substituíam pessoas em seus trabalhos e nunca foi preciso o capital humano. Nessa época, tínhamos o departamento de pessoal burocratizado, onde só eram importantes as horas trabalhadas para gerar a remuneração conforme a produtividade.
Atualmente, na era da informação, o principal atrativo são as pessoas ao invés das máquinas e/ou equipamentos, o que passou a ser o desafio das empresas, ou seja, a atração e retenção de talentos que detêm conhecimentos, que nenhuma tecnologia é capaz de substituí-los.
O passo inicial é descrever o perfil do cargo estratégico adequando à cultura da organização, pois somente dessa forma selecionaremos o talento que mais vai se adaptar à organização. Às vezes, um ótimo profissional pode ser um grande talento em uma empresa e não se adaptar à cultura de uma nova organização. Segundo Pontes (2005) uma vez captado um grande talento, as organizações têm o desafio de não perder este profissional para o mercado, ou até mesmo para o concorrente. Por isso, as organizações criam formas e estratégias de retenção, tais como: motivação, desafios, evolução de carreiras, autonomia, feedback, bom ambiente de trabalho, benefícios diferenciados e bons salários.
Mas, entendemos que a verdadeira forma de reter talentos, primeiramente, é fazer com que eles se sintam parte integrante da organização, que sejam compreendidos e que seu verdadeiro talento e sua paixão possam ser expressos.
Desta forma, fazemos uma integração perfeita entre a real necessidade da empresa, o talento e a paixão de seu colaborador.
Referências Bibliográficas:
FAISSAL, Reinaldo. (Org.). Atração e Seleção de Pessoas. Rio de Janeiro. Editora FGV, 2005.
PONTES, Benedito Rodrigues e SERRANO, Claudia Aparecida. A arte de selecionar talentos: Planejamento, recrutamento e seleção por competência. São Paulo: DVS Editora, 2005.
Adilson Mendes Dutra e Olívia da Silva Rosa
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